A ambição desmedida, sem limites, só pode conduzir pessoas e empresas ao desastre. A ambição desmedida, irmã gêmea da ganância e da inveja, tem sido a razão do insucesso de inúmeras empresas e do descrédito de muitos profissionais.
O filósofo inglês Francis Bacon (1561-1626) em seus “Ensaios - Da Ambição”, dizia que “A ambição é como a bílis, humor que torna os homens ativos ardentes, cheios de alegria e movimentados” mas se não houver limites “começa a ser maligna e venenosa”. Os homens ambiciosos, dizia ele, encontram caminhos abertos para a sua ascensão e continuam a progredir, “são mais negociosos do que perigosos”, mas se forem contrariados nos seus desejos, “tornam-se secretamente descontentes, e projetam mau-olhado sobre os outros homens e sobre as coisas; alegram-se apenas quando as coisas correm mal, o que é a pior condição no servidor de um príncipe ou de uma república.”
A ambição, portanto, tem duas faces: a boa, positiva, que nos leva à ação, à concretização de nossos objetivos, a combater a preguiça e a face negativa que, como dizia do ambicioso o filósofo alemão Nietzsche (1844-1900), “considera todo aquele que encontra no seu caminho ou como um meio ou como impedimento” para realizar seus desejos (in “Para Além do Bem e do Mal”).
E o vírus da ambição não ataca somente grandes homens, grandes empresários, pessoas ricas e afortunadas. Esse vírus pode atacar qualquer pessoa, homens e mulheres e por isso é preciso cuidar para não deixar-se contaminar.
Nesta semana, gostaria que você fizesse um exame de consciência sobre como estão os limites de sua ambição. Você utiliza a ambição como uma forma positiva e ética de crescer, ser feliz e fazer os outros felizes ou sua ambição é desmedida, sem ética, chegando à ganância que, com certeza, o levará ao fracasso, mais cedo ou mais tarde? Cuide para nunca perder os limites da ambição.
Pense nisso. Sucesso!





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