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Transformando compromisso em comprometimento.

06 de março, 2009 | Autor: Carlos Hilsdorf | Tópicos: Comportamento
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Partindo do modelo desenvolvido por Hackman e Oldham (1975), com base nas pesquisas de Turner e Lawrence (1973) e Herzberg (1968), podemos utilizar o JDS (Job Diagnostic Survey) para avaliar a satisfação, motivação e desempenho dos profissionais em uma empresa.

 

O trabalho destes pesquisadores permite concluir que os talentos de uma empresa transcendem o nível do compromisso formal e passam a apresentar comprometimento se três estados psicológicos estiverem presentes. São eles:
 

  1. A Significação Percebida – que equivale ao grau com que o indivíduo percebe a importância, o valor e o aspecto significativo do trabalho que realiza.
  2. A Responsabilidade Percebida – que equivale ao grau de responsabilidade que o indivíduo experimenta frente aos resultados do seu trabalho.
  3. Conhecimento dos Resultados do Trabalho – que equivale à compreensão que o indivíduo possui quanto à efetividade do trabalho que realiza.

 

O contrato de trabalho estabelece um compromisso entre o indivíduo e a empresa, mas o comprometimento não é estabelecido pela formalização contratual, porque implica quantidade de energia, valor e esforço extra com que o indivíduo realizará as tarefas estabelecidas pelo compromisso.

 

Existem vários níveis de contratos. Os contratos informais estabelecidos moralmente entre líderes e liderados são muito mais profundos que os formalizados juridicamente.

 

Precisamos envolver os colaboradores da maneira mais ampla possível, permitindo que o trabalho seja significativo (favoreça a auto-realização), envolvente e responsável (favoreça a interdependência) e gratificante para o indivíduo (através de estímulo, feedback e reconhecimento).

 

Quando transformamos compromisso em comprometimento estabelecemos um vínculo psicológico de resultado moral entre lideres e liderados, promovemos o encontro entre os objetivos pessoais do indivíduo e os objetivos “impessoais” da organização. Nas palavras de Peter Senge, agindo assim, estamos estabelecendo um sonho coletivo!

 

Este vínculo psicológico, na forma de sonho coletivo, permite:
 

  • Satisfação geral com o trabalho
  • Auto-motivação para o trabalho
  • Produção de trabalho de alta qualidade
  • Redução do absenteísmo e da rotatividade

Na execução de Coaching temos que ter em mente a fundamental importância de gerar um alto nível de significação, responsabilidade e conhecimento dos resultados a serem atingidos. Somente assim podemos preparar indivíduos para desempenharem em alta performance as suas competências. Relembrando Viktor Frankl: “as pessoas estão em busca de sentindo”.


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Comentários












1 Comentário
Tiago Oppitz | 09 de março de 2009 às 13:52

Concordo plenamente, muito bom esse artigo. Trabalho com equipe de vendas e sei perfeitamente a dificuldade de obter o comprometimento da equipe, assim como a dificuldade de entendimento dessa filosofia por muitos gestores.
Sou sempre a favor do Coaching bem feito, é uma bela ferramenta, pena não ser usado por muitos.