Infelizmente, essa afirmação nem sempre é verdadeira. Não é raro encontrar pessoas que através de suas ações, infelizmente, acabamos no nosso subconsciente culpando os seus pais pela “educação” que ela “não” tem.
É claro o fato que queremos dar aos nossos filhos o que nossos pais não conseguiram nos proporcionar. Infelizmente a linha que separa o positivo do negativo dessa afirmação é tênue. No afã de dar o que não tivemos, acabamos errando na dose e acabamos “estragando” em vez de educar.
Temos que preservar a questão dos valores. Nossos pais usavam as condições que eles tinham para nos passar valores e princípios. O que temos presenciado hoje é que vários “meninos”, “educados” nas melhores escolas, entram nas empresas e na hora de colocar em prática o que “aprendeu”, você nota que os seus valores e princípios são “pobres”.
Essa crise que estamos vivenciando tem sido muito mais profunda do que parece. Somos pegos de “surpresa” todos os dias com anúncios de demissões em grandes empresas, entretanto, o que tem acontecido nas pequenas e médias empresas, é bem pior, e não vem dessa crise financeira. É a CRISE DE VALORES.
Presenciei outro dia em uma reunião em uma empresa familiar o seguinte diálogo entre o presidente e um “assessor” de 30 anos:
- Filho, você tem que procurar se envolver mais … conhecer mais … isso tudo um dia será seu .. você estará sentado nessa cadeira.
- Pai, você não está entendendo, eu não nasci para isso, não quero isso para mim.
- Filho, então o que você quer?
- Não sei ainda, ainda não tenho nada em mente.
- E quando você terá?
- Esquenta não velho, não estou com pressa para decidir. Quero decidir com calma.
- Enquanto isso, o que você quer que eu faça com as 700 famílias que dependem dessa empresa para comer o seu arroz com feijão diariamente?
- Não vem jogar a batata quente no meu colo. Não tenho nada a ver com isso.
É um diálogo triste, vendo a aflição do pai pensando no futuro do filho e das famílias dos 700 funcionários que trabalham na empresa e o filho que, teoricamente, seria o seu sucessor, com 30 anos e não quer saber de nada na vida. Acredito que muitos gostariam de ter essa oportunidade, mas infelizmente poucos as têm e ainda assim as desprezam.
Forte abraço,
Amauri Nóbrega





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Comentários
Boa tarde.!
Realmente a educação de “berço” na maioria das vezes influencia nas decisões, mais também a índole pesa bastante. Já vem de fabrica.rsrsrs…
Abraços…!!!
Benoaldo Miranda.