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Ofende os bons, quem poupa os maus.

19 de janeiro, 2009 | Autor: Prof. Marins | Tópicos: Liderança
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Há um ditado latino que diz: “bonis nocet, qui malis parcit”.

 

Esse ditado é repetido em vários países em vários idiomas: “Who pardons the bad, injuries the good” na Inglaterra e nos Estados Unidos. “Chi perdona ai cattivi, nuoce ai buoni” na Itália; “Qui épagne le vice, fait tort à la vertu” na França; “Ofensa hace a los buenos el que a los malos perdona” na Espanha. Em nosso bom português é “Ofende os bons quem protege os maus”.

 

Veja quanta verdade está inserida neste ditado!

 

Quando somos complacentes com quem não é bom, estamos, na verdade, ofendendo os que são verdadeiramente bons.

 

Veja na empresa. Quando protegemos funcionários que não são comprometidos, que não são competentes, que não atendem bem, que não participam de nossa visão e nossas crenças, estamos, na verdade, punindo os bons, aqueles que são comprometidos, que são competentes, que atendem bem, que compartilham de nossa visão e nossas crenças. É ou não verdade?

 

Quando um chefe vê um trabalho mal feito e não chama a atenção do subordinado, está na verdade ofendendo quem faz bem feito.

 

Quando um funcionário atende mal a um cliente e não é chamado a atenção ou punido pelo seu chefe, esse chefe está na verdade, indiretamente, punindo quem atende bem os clientes.

 

E nada é mais desmotivador do que a injustiça de vermos pessoas erradas sendo tratadas da mesma forma que as pessoas certas. Nada é mais desmotivador do que vermos pessoas desonestas sendo tratadas da mesma forma que as honestas. Nada é mais desmotivador do que a injustiça e a impunidade.

 

Da mesma forma é com os clientes. Ofende os bons clientes, a empresa que não faz diferença entre os bons e os maus e trata os maus da mesma forma que os bons. Clientes que não pagam em dia, que não obedecem as instruções de uso de nossos produtos não podem ser tratados da mesma forma que os que são realmente comprometidos com o nosso sucesso como empresa.

 

Da mesma forma é na escola, na família, nos grupos de amizade. Será que vale a pena ser bom? Vale a pena ser honesto?

 

Lembre-se: Ofende os bons, quem poupa os maus.

 

Faça um exame de consciência e veja se você não está cometendo essa injustiça.

 

Pense nisso. Sucesso!


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2 Comentários
Saulo Maciel | 20 de janeiro de 2009 às 17:21

Olá Amauri!

Parabéns pelo artigo! Aproveito para deixar a minha contribuição. Há alguns anos o tema deste artigo tem sido bem discutido nas empresas e na mídia especializada sob o pomposo nome de “meritocracia”. É um conceito fantástico que faz todo o sentido do mundo, mas… poucas organizações, de fato, praticam. A lógica é simples: ganha mais quem contribui mais, seja cliente, fornecedor, parceiro ou colaborador, mas o jogo do poder (e muitas vezes até a indiferença) fala mais alto do que o senso de justiça. Eu costumo dizer que, se você não é capaz de atuar na correção do problema, não perca tempo reclamando. Trabalhe duro e cresça por mérito próprio para fazer a coisa certa quando o poder finalmente estiver em suas mãos. Até lá, seja EMPREENDEDOR! Vale muito a pena no longo prazo.

Forte abraço!

Saulo Maciel
http://www.saulomaciel.com.br

Melisa | 23 de janeiro de 2009 às 12:53

Oi Amauri,

Isso acontece muito, não só nas empresas, mas na relações familiares e de amizade…mas acho que a nossa consciência é o que importa.
E se nosso modo de pensar, é em seguir uma conduta onde o melhor pra nós é ser bom e honesto que sigamos em paz!
Um Feliz 2009! E conte comigo!