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Quando o medo é maior.

29 de setembro, 2008 | Autor: Amauri Nóbrega | Tópicos: Vida Simples
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Os neurocientistas dizem que temos duas opções de caminhos para tomar as nossas decisões. Uma principal e outra secundária. A via principal é a da razão e a secundária é da emoção. O interessante é que a secundária que teoricamente deveria ser a via mais longa é mais rápida em responder do que a via principal. O que isso tem a ver com o título? Explico …

 
Na nossa infância, é comum termos passado por situações que nos deixaram traumatizado. Aqui deixo em aberto para cada um lembrar esses traumas. Você pode até me dizer, quero esquecer, já fiz até terapia para esquecer e agora você vem dizer que é para eu lembrar?!?!?! Tô fora …

 
Sim, é isso mesmo. Você precisa buscar essas lembranças para podê-las substituir. Daniel Goleman, profundo estudioso da Inteligência Emocional diz que nossas lembranças, em parte, são reconstruções. Sempre que recuperamos uma lembrança, o cérebro a reescreve um pouco, atualizando o passado de acordo com nossas preocupações e compreensão do presente.

 
Então se buscamos lembranças em uma condição atual tranqüila, a tendência é que ela não irá gerar os mesmos sentimentos da época, entretanto, se estamos em uma posição ruim, principalmente emocional, ela irá gerar sentimentos piores que foi no passado, pois sempre que estamos emocionalmente debilitados, o primeiro sentimento que vem é o do medo.

 
Temos que trabalhar para atingir o equilíbrio, a alternância é comum, o que precisamos é, quando estivermos emocionalmente abalados, não deixar o medo ser maior. Temos que falar para nós mesmo algo que gere conforto, as lembranças serão reprogramadas com menos poder sobre nós. Se você tem um problema de saúde grave na família, e na sua infância tinha problemas para falar em público, hoje, quando você for passar pela mesma experiência, as lembranças antigas virão reconstruídas pela sua condição emocional atual, tente pensar em algo confortável, acredite ser possível essa recodificação e volte a controlar a situação. Lembre-se, a mente controla o corpo e não o contrário.

 
Forte abraço,

 

Amauri Nóbrega


								
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