“Se lembra quando a gente, chegou um dia a acreditar, que tudo era pra sempre, sem saber que o ‘pra sempre’… sempre acaba…”. Quem não conhece essa música do Legião Urbana? Inicio esse texto com ela para falar um pouquinho sobre sofrimento. No último texto, falei que tinha que doer para poder conseguir os objetivos, quando disse isso, era no sentido de superar os limites. Sofrer é diferente.
Muitas vezes somos pego vivendo o passado ou viajando no futuro. Quem de nós nunca pensou. “Se eu perder meus pais eu morro? Se meus filhos saírem de casa, não sei o que seria de mim?” Você não tem nenhum poder sobre esses eventos, como pode colocar esse “fardo” em cima das costas deles? Isso se chama “dependência emocional”.
Essa dependência é muito ruim. Falo isso porque acabamos criando um vínculo com essas pessoas que, se não for caso de morte, acabam ficando presas, ou muitas vezes quando tem a oportunidade de sair, vão mas com um sentimento de culpa muito grande, um sentimento de ter traído a confiança de quem ficou. Como diz a música, “pra sempre… sempre acaba”. Com esse pensamento, acabamos “morrendo de véspera”.
Mas por outro lado, o sofrimento é bom, ele nos ensina, nos faz crescer, nos faz adquirir maturidade. Quem nunca ouviu falar que você só aprende levando “porrada” da vida. Pois é meu amigo, é isso mesmo, infelizmente é fato. Levante a mão o primeiro que nunca contrariou os pais quando tinha os seus 18 pra 20 anos. Você lembra, éramos senhores da verdade. Sabíamos de tudo, e eles, sabiamente deixavam à gente “quebrar” a cara. Com isso aprendíamos com nossos próprios erros. Outro tipo de sofrimento vem dos nossos desejos. O ato de desejar já cria a possibilidade de frustração e perda, pois nem tudo que desejo irei conquistar.
Se conselho fosse bom, não era dado, era vendido, quem nunca escutou essa? Se posso lhe dar um conselho, preocupe-se em viver o hoje, aproveitar as pessoas enquanto elas estão por perto, ame sem pedir nada em troca, procure realizar sua missão de vida e com isso encontrar a alegria em viver. Seja assertivo e veja o lado positivo de tudo, mesmo nas horas de maior sofrimento temos que estar sempre prontos a aprender.
Forte abraço,
Amauri Nóbrega




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Comentários
O que seria de nós se não tivéssemos os atropelos que surgem de vez em quando? Certamente a monotonia nos cansaria e nossa experiência não exisitiria. Grande abraço, Amauri.
Nori - Natal/RN